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Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Rede Norte Nordeste de Fitoprodutos é discutido no CDSA

  • Publicado: Terça, 23 de Mai de 2017, 19h19
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A implementação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Rede Norte Nordeste de Fitoprodutos foi discutida na última sexta-feira (19), no Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido da UFCG, através do Mestrado Interinstitucional na Área de concentração Farmacoquímica, realizado numa parceria Universidade Federal de Campina Grande/Universidade Federal da Paraíba.

Composto por 28 instituições, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Rede Norte Nordeste de Fitoprodutos é um projeto aprovado pelo CNPq/Ministério da Ciência e Tecnologia Inovação e Comunicações e tem como sede o Instituto de Pesquisa em Fármacos e Medicamentos da Universidade Federal da Paraíba. Trata-se de uma estrutura formada por 28 instituições públicas de pesquisa das Regiões Norte e Nordeste, e 138 pesquisadores oriundos dessas instituições.

A reunião no Campus Sumé foi para discutir as diretrizes e as atividades que estão sendo desenvolvidas com vistas a cumprir as exigências quando da aprovação do projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Rede Norte Nordeste de Fitoprodutos.

"O Instituto tem como missão estudar toda a cadeia produtiva de fitoprodutos desenvolvidos a partir de plantas medicinais, sejam como fitomedicamentos, fitocosméticos  ou fitonutracêuticos", destacou o professor Rui Macedo, do Programa de Pós-Graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos (PgPNSB/UFPB).

"São produtos que auxiliarão na prevenção de doenças, na cura de doenças e portanto, são precisam de muito estudo científico para serem desenvolvidos", disse. "Estamos localizados na região do semiárido, e sobretudo a Região Nordeste, temos um bioma exclusivo nosso, que é o Bioma Caatinga, que nos dará a possibilidade de estudar as plantas nativas com a finalidade de transformá-las em produtos farmacêuticos e é nesse ponto que entra a Universidade Federal de Campina Grande através do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, tendo à frente desse projeto do Instituto por esta universidade, a professora Alecksandra Vieira de Lacerda, que faz parte de uma área de conhecimento complementar importante para chegarmos aos produtos por meio da produção industrial dessas plantas da Caatinga".

"Nessa região da Caatinga, há uma tradição de não cultivar as plantas nativas, aí entra o trabalho da professora do CDSA para desenvolvermos a produção das mudas com a finalidade de serem utilizadas como matérias primas que são as drogas vegetais, que para nós da área farmacêutica constituem as matérias primas básicas".

No mestrado interinstitucional, em curso já a um ano no CDSA/UFCG, estão sendo desenvolvidos projetos envolvendo cinco plantas nativas do Cariri paraibano, com estudos desde a semente até a relação da planta com o ecossistema local, já que isso vai interferir na concentração química dos compostos produzidos por essa planta e por essas espécies estudadas.

"O projeto do Instituto tem prazo de encerramento até julho de 2018, mas a ideia é ampliar as bases de formação", disse o professor Rui Macedo. Ele informou que já está discutindo pelo Instituto de Pesquisa em Fármacos e Medicamentos da UFPB uma proposta de mestrado envolvendo várias instituições dentre elas a UFCG através dos câmpus de Sumé e de Cuité, na área de ação do Instituto.

"Ainda na área de estudo do Instituto, criamos a Rede Paraibana de Plantas Medicinais de Fitoprodutos. A ideia é envolver entidades de pesquisa nesta rede para que possamos, de fato, transformar a realidade de uma área de difícil desenvolvimento socioeconômico numa área que possibilite o aproveitamento da sua riqueza dentro da realidade da escassez hídrica e de muita intensidade solar, e portanto transformar essas espécies que nós temos no semiárido em produtos que tenham valor agregado e que estimule as pessoas a plantarem, aumentando as 'populações' vegetais para elas possam ser  transformadas em recursos e renda para as famílias que necessitam", finalizou o professor.

(Rosenato Barreto - Assimp CDSA/UFCG)

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